quarta-feira, 15 de junho de 2011

Desenlace

Permaneço em mim, embora descontrolada.
Não há luz ou sinal, não há nada
Que me faça distinguir o que é ou não real,
Mas permaneço em mim.

Lembro dos dias de sol, dos dias de vida.
Não queríamos atalhos, nem saída.
Nenhum momento nos parecia banal,
Não parecia haver fim.

Mas é sempre triste o desfecho de tudo.
Uma sentença de adeus nos deixa mudos,
Sentimo-nos fraquejar, adoecer.

A tristeza confronta-se com a vida.
Permaneço em mim, mas ainda
Vejo os dias de sol a morrer.

2 comentários:

  1. huhumm...
    Porque seu eu poético é tão triste? Acho que ele devia andar mais com o meu... hehe
    Mas como sempre digo, o meu eu poético é seu fã!

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  2. Lindamente triste! Mais ainda assim lindo, May!!!
    Como sempre, está de parabéns!!!

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